Venir, 18, Brasil
Quero acordar do seu lado num domingo de manhã. Quero ver você me olhar entre um gole de café e outro, sem nada para dizer, e apenas sorrir antes de voltar a folhar o caderno de cultura. Quero a sua mão no meu cabelo, dentro do carro, no caminho do seu apartamento. Quero deitar no sofá e ver você cuidar das plantas, escolher a playlist no ipod e dobrar as roupas esquecidas em cima da cama. E que, sem mais nem menos, você desista da arrumação, me jogue sobre a bagunça, me beije e me abrace como nunca fez antes com outra pessoa. Quero deitar do seu lado na rede, olhando a lua e ouvindo você me contar histórias do passado. Quero escutar você falar do futuro e sonhar com minha imagem nele. Quero que você ignore a improbabilidade da nossa jornada e fale da casa que teremos no campo. Quero que você a descreva em detalhes, que fale do jardim que construiremos, e dos cachorros que compraremos. E que faça tudo isso enquanto passa a mão nas minhas costas e me beija o rosto. Que você me guarde na memória, mais do que nas fotos. E que, até o último dia da sua vida, você espalhe delicadamente a nossa história, para poucos ouvintes, como se ela tivesse sido a mais bela história de amor da sua vida. E que uma parte de você acredite que ela foi, de fato, a mais bela história de amor da sua vida. Quero que você nunca mais deixe de pensar em mim.
Se afogue em mim. (via rejeitei)
Que me desculpem os frágeis, deprimidos e exagerados, mas tem dor que não é pra tanto. Eu, por exemplo, levo umas duas rasteiras da vida por semana. Se eu caio? Caio. Se eu morro? Não, não morro. E você também não morrerá. Sem drama, sem exageros. Quem muito exagera na dor, um dia acaba acreditando que ela machuca na mesma proporção e, por fim, acaba morrendo. Eu ainda estou vivo, e você?
Alugue Felicidade.  (via on-repairs)
cala a boca e não conta pra ninguém que aí da certo
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